Tanto tempo tem passado em mim,
da mesma forma que soa tudo repentino...
Acontecimentos que se sucedem e se anulam,
busco na memória momentos profundos.
Mas contraditóriamente o tempo é hoje,
o hoje tão cinzento e inexplicável...
Porque de todas as experiências anteriores?
o real é apenas o presente e o hoje.
Sou hoje o resultado de 'vários tempos'
mas sinto que tenho sucumbido perante a mesmice...
Nada de novo frente ao horizonte presente,
no tempo passado eu era milhares e agora sou ausente.
Que tempo presente eu darei à minh'alma?
de todos os tempos a alma traduzirá...
A alma será a metáfora de meu peito,
serei eu a paz ou um niilista sujeito?