O medo que me assola,
é o de cair na banalidade...
Sinto o temor ao simples fato de pensar,
sinto medo de perder a capacidade de amar.
Quando o mundo vem me assolar,
aproxima-se de mim o fato banal...
Sinto muito medo de perder o ímpeto,
de perder a capacidade de exprimir o que sinto.
Quando percebo à meu lado,
tudo que vejo é imerso pelo banal...
Fico atemorizado com o fato de um dia ser,
de ser dominado pela indiferença no viver.
Ser capaz de ter empatia bem como de amar,
vivenciar tais sentimentos mesmo frente a nulidade...
Quero até meu último dia poder sentir,
e jamais ser afeito a banalidade.