Não sou o meu corpo,
não sou o que quero e nem o que desejo...
Não sou esta matéria de experiência,
muito menos a dor que de mim irradia.
Não sou o olhar do mundo,
muito menos o gosto ou a depreciação...
Não sou o que esperam de mim,
não sou nada, nem a ânsia pela espera de um sim.
Não sou meu passado hoje idealizado,
muito menos a nostalgia que avassala...
Não sou os objetivos e metas do futuro,
não sou a permanência nem o que procuro.
Não sou nada neste mundo de aparências,
não sou ninguém nisto que se faz tão passageiro...
sou apenas a consciência,
sou a consciência tendo o corpo como hospedeiro.