Tenho caminhando por aquela estrada,
aquela mesma estrada porém...
Tudo é lúgubre e já não sou mais eu,
caminho sozinho e como sombra a tristeza no breu.
A escuridão emoldura o caminho,
meus passos seguem a direção...
Que direção? Apenas sigo a estrada,
tudo é silêncio, chove...e a estrada molhada.
Continuo na rua e não vejo ninguém,
nas casas famílias e sorrisos de alegria...
Aqui fora tudo é gélido assim como meu peito,
sigo mas comigo vai uma existência vazia.
Na estrada que antes eu conhecia,
hoje ela é apenas mais um percurso que sigo...
Não mais encontro o sentido porém continuo,
a estrada que adentra meu íntimo mais que profundo.