Nas indas e vindas realizadas,
sinto a fragrância forte da surpresa...
Sou constantemente surpreendido,
em todas as situações a incoerência anda comigo.
Surpresas se sucedem no meu caminhar,
pessoas amigáveis e outras interrogações...
Tudo é novo e misterioso,
a fragrância da surpresa me apresenta ao novo.
Mas nesta linha de sucessão,
o que é novo quase sempre me afeta...
O passado sempre está à contrapor,
o novo, o futuro sempre me conduz ao torpor.
Não me vejo preparado para o futuro,
pois nem no presente eu vivi a realização...
Como me abrir à novos tempos,
se nem no presente eu tornei pleno meu coração?