O quanto guardo em mim e
minha boca não consegue proferir?...
O que está em meu olhar,
e mesmo assim eu não consigo falar?
Mistérios dentro do peito,
assim como eternidades em pensamentos...
O que será de mim nesta curta vida,
o que será de mim nestas palavras não proferidas?
Sou um mistério para mim mesmo,
sou a medida que não consigo transpor...
Como viver neste interim da vida,
se tudo é dor nesta procura do amor?
Guardo em meus olhos a imensidade,
um mundo que anseia pela satisfação...
Mas ao mesmo tempo tudo tudo se faz vazio,
tudo é ausência no coração.