As vozes causam turba em mim,
tanto barulho mas zero significado...
Ouço a gritaria do mundo porém,
ouço mas nada me soa como recado.
Não consigo escutar o meu nome,
não consigo entender o porquê de tudo...
Minha cabeça explode nesta festa anônima,
ouço à todos mas a quietude me é crônica.
Ouço vozes constantemente na balbúrdia,
mas não consigo evitar o meu silêncio...
Aquietar-se é minha arma de combate,
afinal não ouço nada que me acalme.
Vozes que machucam minha essência,
como um mundo indiferente à mim...
Vivo na contradição deste cotidiano,
tudo é barulho e meu silêncio é colocado em segundo plano.