A realidade que me cobra,
lança-me num futuro moldado...
Lança-me em uma interrogação que me atormenta,
o não saber me enamora do passado.
No entanto o passado inexiste,
tudo se foi e o futuro está no porvir...
Tudo se foi e eu gostaria de ejetar,
parar tudo pois o agora já está a me machucar.
Medo do futuro como quem vive,
como quem sabe o quanto o presente é cruel...
Se o momento atual for uma prévia,
já posso imaginar o que o futuro me delega.
Todo o medo se faz na verdade pelo presente,
as sangrias que hoje me fazem cansar...
Temer o futuro é quase que consequência,
de alguém que no hoje vive a dor em latência.