Vivendo como deslocado,
vejo-me lançado à paisagens distantes...
Ao toque da melodia nostálgica,
sou lançado à uma realidade mais que trágica.
Realidade trágica pois sei que vivo em dois mundos,
um mundo onde tudo é automático e frio...
E um mundo de escuridão e falsa felicidade
um mundo onde se esvai toda minha dignidade.
Não sei onde me refugiar,
de um lado o cotidiano meramente repetitivo...
De outro um mundo de ilusão fugida,
onde a felicidade não dura mais que um dia.
Vivo assim mas não sei até quando,
não sei onde e se serei conduzido...
Meus mundos se chocam e me enclausuram,
o desencanto pelo meu peito sentido.