O fogo que arde minha pele,
que consome meus dias...
O mesmo fogo que me queima enquanto ser,
é também o fogo responsável pelo meu renascer.
O fogo que destrói o que parecia eterno,
que com voracidade destrói as utopias...
É o mesmo fogo que imputa em mim o desejo,
o fogo que me torna vivo todos os dias.
O fogo que queima as contradições,
que faz de mim aquém da ilusão...
Este fogo que me assola,
mas também me tira da depressão.
Sou tomado pelo fogo com poder,
o fogo me vem como destruição...
Mas é o mesmo fogo que afere aos dias a cor,
é o fogo enquanto sentimento aprazível e indolor.