Eu tenho a incrível capacidade,
a capacidade do autoengano...
Desde sempre imaginei ser feliz,
ledo engano, iludir-me foi o que sempre fiz.
Tantos caminhos e ilusões,
portanto me permiti acreditar...
Quantas vezes ousei acreditar na possibilidade,
quantas vezes quis comungar da felicidade?
E nestas vezes fui mergulhado em mundos,
em outras dimensões construí cenários...
Fui capaz de me ver sorridente em alguma situação,
fui terrívelmente inocente ao imaginar tal condição.
Não sei até quando e se assim permanecerei,
mas sinto como ferida aberta esse acreditar...
A ilusão tomou conta de mim,
a ilusão da correspondência do amar.