Na realidade insólita eu,
neste mundo onde tudo me assola...
Tento escapar do que me torna fútil,
mas na verdade há muito me sinto inútil.
Inútil ao ponto de apenas viver,
de se permitir ser enganado pelo desejo mundano...
Sentimento de que nada superará,
sentimento de que o inútil me encarcerará.
E assim o sentimento de derrota,
onde parece que o mundo se sobrepôs,
Em meu interior a essência grita,
mas no exterior a inutilidade avilta.
O desejo de querer ser melhor persiste,
mas em minha pele sinto a decadência...
Quão decadente a realidade que tento escapar,
decadência que tento não me deixar dominar.