No amar que se torna descartável,
eu me vejo preso à uma personagem...
Uma persona que busca em meio núvens,
que busca se ver na própria imagem.
Com o tempo me vi moldado,
permiti com que a vida me desacreditadasse...
Até pouco olhava o horizonte e não mais,
olhava o horizonte e somente me via atrás.
Mas ainda sobrevive uma centelha,
ainda algo em mim permite continuar...
Essa força me faz ainda creer no algo melhor,
o que melhor? quem sabe a presença do amor.
Mas esperar não me torna lunático,
continuo ciente da dificuldade...
Afinal amar envolve muito mais,
diferente de até então, amar exige reciprocidade.