As vezes,... quase sempre,
o sono é um dos meus refúgios...
Dormir para quem sabe não sentir,
dormir e assim momentaneamente se extinguir.
Não sentir o peso do mundo,
muito menos as dores que eu mesmo causei...
Apagar e adormecer na indiferença,
pequenos momentos no mundo de convalescença.
Mas a vida não tem me permitido dormir,
não o sono capaz de anestesiar...
Não consigo fechar os olhos para o que dói,
não consigo na lucidez que tudo em mim destrói.
Queria poder dormir,
fechar os olhos para assim esquecer...
Esquecer de tudo e de quem sou eu,
esquecer e para tudo metafisicamente morrer.