Quando cai a noite,
quando a alma se faz atenta...
Quando o pensamento desperta,
é o momento que meu eu se desacorrenta.
A liberdade vem ao cair da noite,
quando o silêncio me abraça...
Não o silêncio do mundo,
mas o silêncio do coração mais que profundo.
Na noite eu sou mais,
sou o 'eu' mais que reflexivo...
Na penumbra me colocou frete à frente,
sou colocado frente à meus demônios sem as correntes.
Desacorrentado avanço em pensamentos,
questiono tudo em especial...me questiono...
Porém assim como Sísifo o meu castigo retorna,
a noite vai e as correntes novamente me assolam.