Em meu corpo convive,
convive muitas e tantas personalidades...
Das muitas personas em mim,
nenhum permanece de verdade.
Todas elas se vão quando do refletir,
quando me pego pensando na vida...
Todas as personas que eu enceno,
nenhuma delas me fazem sentir pleno.
Sempre tais máscaras se desfazem,
apenas permanece o vazio...
Em alguns momentos eu sou multidão,
mas ao final eu permaneço solitário e em profusão.
Multidão e vazio convivem,
assim sou eu, assim eu não sou...
E em meu corpo está a plenitude temporária,
mas o que prevalece é o vazio de forma involuntária.