Fulmina minha alma,
minha vida se desfaz na repetição...
O cotidiano sempre igual,
tudo isso pressionando meu coração.
Nada me machuca mais que isto,
nada tem me assustado mais que o cotidiano...
A repetição das ações tira minha sensibilidade,
o espanto perante a vida se apaga frente à futilidade.
Todos os dia as mesmas coisas,
todos os dias as ações mais que fugazes...
Estou me tornando alguém que não queria,
estou como máquina no dia a dia.
Como saber então?
não sei se já morri ou ainda sobrevivo...
Os dias passam em mim como quem rouba,
o cotidiano leva o essencial que me traz sentido.