No diálogo comigo mesmo,
tenho dito o quanto está pesado...
O quanto a alma me pesa em temores,
o quanto tudo é dolorido em meu estado.
Sorrio ao mundo mas meu interior,
minha alma a cada dia está mais cansada...
Um cansaço que me desprende de porquês,
tudo tem sido amargo nesta vivência eternizada.
O peso indizível que me aplaca,
palavras não são capazes de tudo traduzir...
A alma se faz oprimida pelo cotidiano,
o peito fatigado pela passagem dos anos.
Ao final o mundo me exige estar bem,
mas como estar bem com a alma quebrada?...
Ao final eu sei que direi como muitos: Vou ficar bem!
mas não sei quanto tempo deste teatro serei refém.