Escrevo a música que não toca,
o poema que não é declamado...
Admiro a musa na completude do viver,
falo por toda a noite mas já é o amanhecer.
Caminho em uma via estática,
não avanço mesmo rodando o mundo...
Sei tantas coisas e não sei nada,
como avançar se estou perdido na estrada?
Busco a felicidade em meio ao caos,
ser feliz frente à escuridão que persevera...
Quero sorrir mas é tão difícil,
quero sorrir mas a tristeza me vem à vera.
Avanço à passos largos através do tempo,
mas a paralisação parece que me é eterna...
Executo a melodia que não é ouvida,
a contradição filosófica mais dolorida.