Sou o homem que vive,
vivo no prenúncio da morte...
Vivo todos os dias querendo morrer,
morrer há tantas coisas que não me deixam viver.
A morte como que um filtro,
que permita eu simplesmente voltar...
Que pudesse voltar àquela pessoa que sonhava,
e assim voltar a ter os olhos que brilhava.
Vivo nesta expectativa,
pois no momento presente tudo é estagnação...
Muito de mim ficou lá no passado,
e o hoje apenas me vejo magoado.
Que essa personagem pudesse aqui ficar,
que mesmo sendo o passado idílico eu pudesse...
Experimentar nem que por um breve instante,
essa condição de felicidade efêmera e constante.