Como que transpassado,
a chuva tem habita o meu ser...
Mas não a mera chuva ordinária,
é a chuva da lembrança de meu viver.
Como a chuva ao cair da noite,
meu peito se esvazia de toda falsidade...
Como um salão vazio passa a ser ocupado,
e assim me vejo novamente desolado.
O barulho da chuva fora de mim,
é aplicado neste espaço chamado coração...
O salão vazio de meu peito concentra,
dentro de mim apenas vive a ilusão.
A chuva passa por mim levando,
leva de mim a sanidade de um vida a seguir...
Ao tempo que deixa o vazio exposto,
a chuva que cair aflorando o meu não existir.