Na distância de onde estou,
percebo o horizonte tão desconhecido...
Nada me é próximo nesta paisagem,
nada me é comum, tudo é personagem.
Não me sinto em casa,
nada me é próximo, tudo é estranho neste vagar...
Olho para o exterior assim como para mim,
não me sinto em casa neste ou naquele lugar.
A tarde vai caindo e a noite se aproxima,
tudo seguindo uma ordem tão lógica...
Mas não lógica está minha essência,
afinal nada em mim é consistência.
Tudo está desmoronando constantemente,
não consigo encontrar o paradeiro final...
Tudo é estranho por onde eu coloque os pés,
tudo estranho e da tristeza tudo igual.