Todos os dias um pouco de mim morre,
sou a somatória de mortes cotidianas...
Todos os dias sonhos e expectativas,
nada permanece muito menos a alegria.
A cada dia que passa me deparo,
a morte caminha à meu lado levando...
Sou constantemente assediado pelo término,
a cada morte vou me transformando.
Morre em mim as esperanças,
assim como a expectativa daquela felicidade...
Vou caminhando perante o nada e então,
morre igualmente o sentimento em meu coração.
Todos os dias sou menos que no anterior,
o frescor daquela pessoa que sonhava diminui...
O que tenho por certo é a presença da morte,
todo dia se vão com ela a esperança e o pouco de sorte.