Como intruso eu me vejo,
intruso em um mundo ao qual não me encaixo...
Um mundo onde os prazeres se sobrepõe,
um mundo onde os valores estão abaixo.
Valores todos centrados no passageiro,
onde o foco se resume nas aparências...
De todos eu sei que não sou melhor,
mas entendo o quanto o fútil me causa dor.
Como intruso eu avanço neste mundo,
contaminando-me frequentemente com o fracasso...
As vezes a força do passageiro se faz contundente,
como difícil é ser verdadeiro neste mundo aparente.
Desde tenra idade me vejo assim,
intruso, estrangeiro em um mundo não meu...
Meu peito não bate no compasso do que desejo,
como intruso sigo contrariando tudo que vejo.