Os pássaros cantam ao fundo,
o horizonte se faz tão escuro...
O dia em seu silêncio atróz,
nada de alegre vejo para além de meu muro.
Para além de meu olhar,
apenas minha essência questiona...
A árvore lá fora a balançar,
minha essência neste silêncio apenas a questionar.
Neste momento me vejo imerso,
jogado ao obscurantismo de uma existência...
Hoje, amanhã ou depois em tudo igual,
olho lá fora e vejo o nada, reflexo de minha ausência.
Continuam os pássaros a cantar,
assim como minha vida passa...
Tudo continua nesta existência sem sentido,
para além do muro, apenas o canto dos pássaros tenho ouvido.