Ha muito estou no limiar,
conhecendo a morte como que visitante...
Sinto em meu corpo a inexistência,
a morte me vem como a efetiva transparência.
A transparência de um caminhar sem sentido,
onde nada parece aferir real sabor...
Uma existência onde o horizonte é escuridão,
onde há muito... é apenas orgão o coração.
A morte como que verdade do existir,
pois muitos dos falsos desejos já sucumbiram...
A falsidade nas relações desmoronando,
assim é a morte à mim se apresentando.
Morrer a cada dia como simples meta,
um respirar inspirado em quem não mais espera...
Sonhar não faz parte de alguém que já morreu,
apenas caminhar em um mundo que não é mais meu.