O mais curioso ou mesmo trágico,
o mais cruel é ter que sempre me acostumar...
Sempre ao final ter que dizer adeus,
adeus sem palavras e reconhecer que algo morreu.
A vida em ciclos mudando apenas situações,
mais tudo sempre igual no avançar...
Términos e mais términos sem começos,
e assim vivendo no eterno findar.
Queria em algum momento viver,
viver sem passar por tais experiências...
Poder ao menos chegar ao final e sorrir,
e neste sorriso não mais reclamar do existir.
Mas nada tem sido assim e certamente não o será,
enquanto tudo pulsar eis a repetição...
Adeus sem palavras,
nos eternos velórios do coração.