Nos muitos naufrágios,
olho acima e aquela mão sempre está...
Aquela mão de uma mulher além,
aquela mão linda a me segurar.
Mas tudo se faz tão frágil,
tudo passageiro e momentâneo...
Quando menos percebo estou a me afogar,
sempre volta à ela procurar.
Mas esta mão se perde na bruma,
tudo nebuloso neste momento de precisão...
Meus naufrágios se somam,
estou novamente a me afogar e não vejo aquela mão.
Destes naufrágios pode ser que,
em alguns eu posso vir a sucumbir...
Sei que aquela mão está lá acima,
mas não sei quanto tempo irei persistir.