Entre o céu e o inferno eu vivo,
vivo na eminência sempre de ser testado...
Nunca a felicidade se efetiva,
sempre ao seu aproximar eis que sou abandonado.
Sou abandonado sempre que avanço,
sempre que o céu é avistado sobre mim...
A felicidade se apresenta e logo porém,
o inferno toma conta de tudo que em meu peito contém.
Como é tênue a proximidade do céu e inferno,
tudo em mim se faz longe e próximo...
Queria poder estar isento de seu tocado,
mas eis que eu sonho e logo sou abandonado.
Abandonado por todas as possibilidades,
igualmente deixado de lado pela vida...
Céu e inferno se alternam com rapidez,
dor e alegria se apresentam e desfazem com fluidez.