É tácito constatar que,
constatar que o mundo continua o mesmo,
continua o mesmo comigo ou sem,
achar que sou importante para alguém é que me faz refém.
O mundo seguindo como numa roda,
como num carrocel a girar...
Tudo continua estando eu ou não a respirar.
continua eu amando ou deixando de acreditar.
Engraçado ter por tanto tempo acreditado,
ter tido a confiança de que algo eu representava...
Mas a vida me empurra à realidade,
existindo ou não tudo segue em cotidianidade.
Sou o que represento ou posso oferecer,
não sou o afeto muito menos a consideração...
O mundo apenas em sua realidade,
apenas estou mas pouco importa se amanhã tudo já se apagou.