Conversando com o Tempo,
questiono o mesmo antes de ser indagado...
Questiono sobre até quando de tudo isso,
questiono essa sensação de estar sempre machucado.
Tenho por muito andando lado à lado,
o Tempo de forma indiferente segue junto...
E de forma inexorável ele sorri de minhas quedas,
sorri e fica indiferente às máculas e sequelas.
Tantas dores adquiridas neste interim,
dores onde Tempo nada se esforça para explicar...
Não sei porque do prazer que o Tempo tem,
sempre me ver cair tratando-me como ninguém.
Eu converso ou ao menos tento,
questiono mais ele nunca me responde...
Quanto mais prolongarei tal dor?
quanto mais serei amante da derrota e distante do amor?