Abasteço-me do medo,
o mesmo medo que me encarcera...
Aquele sentimento que me paralisa,
aquele sentimento que também instiga.
Mas o medo é constante,
se faz de todas as formas cruel...
Sinto medo de não estar à altura,
medo de não ser digno deste privilégio que me procura.
O privilégio de estar vivo,
assim como poder experenciar a felicidade...
Mas o medo me acompanha como imprecisão,
medo de não conseguir viver tal sensação.
Sinto o medo que procura abrigo,
o medo que tenta habitar em meu coração...
A única força capaz de poder me paralisar,
é a tentativa da felicidade me afastar.