Na singularidade do espaço e tempo,
eu viajei até encontrar o porquê...
Na verdade nenhum porque se apresentou,
tudo é nada do castelo que me restou.
O castelo que construí na areia,
de forma tão instável que somente machucou...
Uma realidade onde meus desejos não eram meus,
empreendi jornadas em um 'eu' que há muito morreu.
Percorro ainda esse castelo,
por fora paredes tão robustas a enganar...
Sendo que o interior está em decadência,
o interior é apenas sombra de algo que já importou.
Mas ainda não consigo deixar tal castelo,
apenas dores se apresentam em meu interior...
Estou preso desde sempre no que é mundano,
preso nesta repetição cíclica dos anos.