E a noite que me absorve,
com seus tentáculos me lança ao breu...
Sou levado mesmo que consciente,
sou levado ao mundo do interior de meu eu.
Na noite eu falo comigo,
frente à frente sou posto a questionar...
Na noite todas as mágoas são colocadas à baila,
não sei as respostas neste Tártaro à queimar.
A noite me conduz pela mão,
ela me chama pelo nome e conhece meus medos...
Mas igualmente sabe que aqui estou em casa,
meus medos na noite não queimam tanto quanto brasa.
Neste mundo noturno ando lado a lado,
meus medos são nomeados um a um...
No entanto a noite é como refresco,
faz com que meus medos não queimem tanto quanto cedo.