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"o poeta do subsolo!"
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Textos

Porta entreaberta...

Sempre como doença, a solidão bate à porta,

sem aviso, sem cura, sem piedade.

Ela entra pela fresta da madrugada

e ocupa o espaço morno do meu quarto.

 

Minha alma tenta não ceder ao frio,

acende pequenas luzes na penumbra,

mas a mente, frágil como vidro antigo,

racha em silêncio sob o peso da ausência.

 

Há um eco suave nos corredores do peito,

um som distante como guitarra submersa,

que repete teu nome em reverb lento

enquanto o mundo gira em baixa rotação.

 

E mesmo ferido, permaneço respirando,

como quem espera o verão depois da névoa.

Se a solidão é doença que me invade,

teu olhar ainda é a cura que imagino.

Person Venoz
Enviado por Person Venoz em 13/02/2026
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