Teu nome não termina quando a noite termina.
Ele permanece preso às paredes do pensamento,
como um relógio esquecido num quarto vazio
que continua marcando horas para ninguém.
Às vezes caminho entre pessoas e ruas,
mas tudo parece coberto por uma fumaça antiga.
O mundo segue indiferente ao meu silêncio,
enquanto teu nome resiste dentro de mim como febre.
Há algo cruel em recordar aquilo que não volta.
Como um funcionário perdido em corredores infinitos,
procuro sentido nas sombras do passado
e encontro apenas o eco da tua ausência.
Talvez amar seja isso:
carregar uma eternidade pequena e sufocante
no espaço exato entre o peito e o abismo,
onde teu nome continua existindo mais do que eu.