A solidão chega sem ruído,
como um corredor que nunca termina.
As paredes sabem meu nome,
mas não respondem.
Carrego os dias como pedras,
uma a uma, sem destino.
O mundo continua girando,
indiferente ao peso das mãos.
Então recordo teu olhar.
Não como quem sonha,
mas como quem encontra fogo
num inverno sem testemunhas.
E o vazio, por um instante, cede.
A noite permanece a mesma,
mas há calor suficiente
para que eu continue.