Sigo cabisbaixo pelas terras de Tântalo,
um homem sem retrato nem memória.
Ninguém conhece meu nome,
e talvez isso seja toda a minha história.
Dou a mão à Escuridão como a uma velha amiga,
dessas que não fazem perguntas.
Ela apenas caminha ao meu lado,
enquanto as horas apodrecem juntas.
Ao redor, as promessas pendem maduras,
mas recuam quando tento alcançá-las.
A vida tem esse humor cruel:
mostrar o vinho e quebrar a taça.
Então continuo, entre poeira e silêncio,
sem heróis, sem destino, sem clarão.
Apenas eu, a estrada sem testemunhas
e a Escuridão segurando minha mão.