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"o poeta do subsolo!"
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Textos

Entre ruínas...

A futilidade escorre das horas

como ferrugem sobre uma lâmina antiga.

Nada permanece puro por muito tempo;

o mundo apodrece enquanto respira.

 

Contemplo as coisas e já as vejo mortas:

flores reduzidas a pó, nomes ao esquecimento.

Toda beleza é apenas um intervalo breve

entre o nascimento e o apodrecimento.

 

Minha alma se decompõe sem alarde,

como uma casa abandonada pela luz.

Cada dia arranca uma pedra de seus muros,

cada memória acrescenta uma cruz.

 

E sigo entre cadáveres futuros,

cercado por tudo aquilo que será ausência.

Talvez a morte não venha um dia —

talvez ela seja a própria existência.

Person Venoz
Enviado por Person Venoz em 04/06/2026
Alterado em 04/06/2026
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