A felicidade sempre chega tarde,
como um visitante distraído.
Senta-se por um instante
e desaparece sem explicações.
A tristeza conhece o caminho.
Encontra-me em cada esquina
e segura minha mão
como uma velha conhecida.
Os dias passam sem testemunhas.
Abro as janelas para a luz,
mas ela permanece do lado de fora,
hesitante diante de mim.
Talvez eu pertença à tristeza.
Talvez ela seja a única certeza
neste mundo estranho
onde até a alegria é provisória.