O que sobrará de mim
quando a finitude tocar meu ombro
e a nulidade, paciente,
pronunciar meu nome?
Talvez apenas o eco
dos passos que hesitaram na noite,
procurando um sentido
entre paredes indiferentes.
O mundo seguirá inteiro,
alheio à minha ausência,
como um relógio antigo
que não percebe o silêncio.
E eu, reduzido ao nada,
talvez sobreviva somente
na breve lembrança de um olhar
que também aprenderá a esquecer.