Sempre me pergunto:
por que tudo isto?
Por que nascer,
se a despedida já nos espera?
Erguemos sonhos;
colecionamos afetos.
Chamamos isso de vida,
como se pudesse permanecer.
Então, sem aviso,
a morte chega.
A escuridão desce,
e tudo se cala.
Resta apenas a pergunta:
o que havia, afinal,
entre o primeiro suspiro
e o último silêncio?