Sinto o frio chegar.
A solidão me veste.
A noite cala meus passos.
E o horizonte desaparece.
O coração bate aflito.
Teme o fundo do abismo.
Cada silêncio o fere.
Cada sombra o ameaça.
O vento leva meus nomes.
As lembranças permanecem.
O vazio abre os braços.
E eu apenas caminho.
Se a aurora vier.
Que me encontre de pé.
Mesmo coberto de medo.
Mesmo abraçando o frio.