Mundos imperfeitos rondam meu pensamento.
A noite os veste de silêncio.
Caminho entre ruínas sem nome.
E a Deusa Angústia me observa.
Ela toca meu peito com dedos frios.
Faz do coração uma catedral vazia.
Cada pergunta ecoa sem resposta.
Cada resposta nasce ferida.
Procuro sentido nas sombras.
Mas encontro apenas o abismo.
Como chuva sobre ruas desertas,
Minha alma aprende a cair.
Ainda assim, continuo andando.
Não por esperança, mas por hábito.
Nos mundos imperfeitos da mente,
A Deusa Angústia reina em silêncio.