A ferida sangra, sem pedir perdão.
A noite recolhe cada gota.
O silêncio conhece meu nome.
Ainda permaneço de pé.
A dor veste o inverno da alma.
O tempo observa, indiferente.
Nenhum abismo me convence.
A chama insiste em respirar.
Há um vazio entre os dias.
Caminho sem promessas fáceis.
O céu permanece distante.
Mesmo assim, continuo.
Se o fim me espera em silêncio,
Não encontrará um coração rendido.
Sangro, mas não desapareço.
A dor não é capaz de me extinguir.