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"o poeta do subsolo!"
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Textos

A mão que se retira...

Aquela mão cada vez se afasta mais...

aquela mão que um dia soube existir.

O silêncio aprende meu nome,

e eu desaprendo o caminho.

 

Não é a ausência que me destrói,

mas o gesto interrompido no ar.

Toda despedida começa pequena,

como uma sombra ao entardecer.

 

Talvez o mundo seja isso:

alcançar o que já partia.

O vazio nunca teve pressa;

somos nós que chegamos tarde.

 

Quando a última distância florescer,

não pedirei que ela volte.

Há mãos que deixam de tocar,

mas nunca deixam de pesar.

Person Venoz
Enviado por Person Venoz em 11/07/2026
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