Aquela mão cada vez se afasta mais...
aquela mão que um dia soube existir.
O silêncio aprende meu nome,
e eu desaprendo o caminho.
Não é a ausência que me destrói,
mas o gesto interrompido no ar.
Toda despedida começa pequena,
como uma sombra ao entardecer.
Talvez o mundo seja isso:
alcançar o que já partia.
O vazio nunca teve pressa;
somos nós que chegamos tarde.
Quando a última distância florescer,
não pedirei que ela volte.
Há mãos que deixam de tocar,
mas nunca deixam de pesar.