Tento fugir deste quintal verdejante,
onde o sol insiste em tocar minha pele,
e as flores espalham um perfume
que jamais aprendeu meu nome.
Há uma felicidade caminhando entre as árvores,
leve como quem nunca conheceu o peso da ausência.
Eu a vejo de longe, intacta,
como uma casa cuja porta nunca se abre.
O mundo continua belo sem pedir licença.
Os pássaros cantam para outros ouvidos,
e o vento acaricia rostos
que ainda acreditam no amanhã.
Então parto sem sair do lugar.
Não porque odeie a luz,
mas porque há jardins onde a felicidade floresce...
e eu nasci do lado de fora.