Aquele olhar me acompanha.
Mesmo quando o mundo silencia,
há uma pergunta que não se despede:
onde mora a felicidade?
Caminho entre ruas e lembranças,
como quem procura um abrigo sem nome.
O vento responde apenas
com o vazio das próprias mãos.
Talvez a alegria exista distante,
feito uma canção que nunca termina.
Eu apenas escuto seus ecos,
sem saber se ela me chama ou se se despede.
E aquele olhar continua em mim,
calmo, eterno, impossível de esquecer.
Não pede respostas —
apenas coragem para continuar procurando.