Sigo me perdendo e me reencontrando,
no silêncio profundo daquele olhar,
como um viajante sem destino certo,
procurando um lugar para ficar.
Há mistérios que a razão não alcança,
há perguntas que o tempo não desfaz,
teu olhar carrega um universo distante,
onde a minha alma encontra paz.
Entre a angústia de existir e o desejo,
caminho entre sombras e claridade,
sou apenas alguém tentando entender
o peso e a beleza da saudade.
E se um dia eu me perder novamente,
talvez seja por querer acreditar:
que em meio ao caos da minha existência,
ainda posso me reencontrar.