Isso também passa...
como a chuva que apaga pegadas na estrada,
como o grito que se perde no vazio,
como uma canção esquecida na madrugada.
Tudo morre, tudo se desfaz,
até as dores que pareciam eternas,
o tempo leva nossos nomes nas mãos,
e transforma feridas em lembranças internas.
Um dia seremos apenas poeira,
um retrato guardado em alguma gaveta,
um eco distante no coração de alguém,
uma sombra perdida no fim do planeta.
Mas enquanto a vida ainda insiste em existir,
carrego meus sonhos quebrados comigo,
porque mesmo diante do absurdo do fim,
ainda procuro sentido no meu próprio abismo.